“Eu nunca vou ficar. É como tentar segurar fumaça com as mãos. Meus rastros terão vida eterna nos seus pulmões, dentes amarelados e cordas vocais graves. Eu vou te foder inteira, vou te fazer me odiar do jeito mais bonito e permanente possível, mas eu nunca vou ficar. Tenho um contrato infernal comigo mesmo de viver quantas vidas forem possíveis em uma só. Talvez por essa merda toda de querer ser um daqueles seres humanos que escrevem porque não cabe mais lugar na mente para serem fracassados. Talvez porque eu amo ser personagem figurante de histórias que eu mesmo crio e amo ir embora, sumir na segunda cena. Talvez porque minha vontade de ser imortal é maior que a alma, maior que a sanidade. Sonho em terminar sozinha, amargurada, frustrada, fedendo livro velho. Minha missão é fazer arte e me eternizar nela, não junto de alguém. Ninguém nunca vai me parar.” — Falando de mim, traduzindo você. Somos tão iguais que dói. O fedor de livros velhos possui tantos significados que fica para cada um a resposta final.
não é a repetição. Não é isso. Eu uso as mesmas palavras não porque eu gosto de testar seus rostos, pra ver qual perfume cai melhor, que estação de rádio seria adequada a esse momento? Não, olha, eu venho perdendo as palavras. Eu não lembro mais e o terror é de esquecer. Tenho a quase impressão de que as que vão ficar são nunca, não, talvez (talvez sempre fica), nunca de novo, de novo, de novo, eco, eco? E são uma porrada só porque quando você vê, é desesperador porque dá outra impressão, a pior, presta atenção, tudo vai embora. E parece que tudo fica por trás disso.
“É depois de muito tempo que a mágoa volta. Um câncer que a gente carrega sem perceber, quase como a maioria deles, até que uma hora dói, cansa o corpo, a mente e as emoções. A desgraçada mata por dentro e esquece de morrer… A mágoa quieta é a armadilha do perdão.”
Sabe as vezes não entendo muita coisa nessa vida, já cheguei a muitas vezes a não me entender mais, não me achar mais, já tentei ou fiz muita coisa pra saber como era ver cê tinha gosto bom cê me agradava, já mudei muita coisa em mim pra ver cê isso agradava meu coração, ou até mesmo apostei em coisas que não devia, sei que muita coisa não vai voltar, até por quer todos nós mudamos de certa forma, mas minha essência sempre foi a mesma, mas hoje da pra olhar bem pro passado e rir de muita coisa, por quer hoje eu sei oque eu quero pra mim, e sei oque pode me fazer feliz, não preciso mais ser uma metamorfose, agora tento acaba com um problema de cade vez, e um dia as coisas vão mudar. - Israel Soares
“Ainda que o fale a lingual dos homens e dos anjos, e não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou prato que retine. Ainda que eu tenha o dom de profecia e saiba todos os mistérios e todo o conhecimento, e tenha uma fé capaz de mover montanhas, se não tiver amor, nada serei. Ainda que eu dê aos pobres tudo o que possuo e entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me valerá.
O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor nunca perece; mas as profecias desaparecerão, as línguas cessarão, o conhecimento passará. Pois em parte conhecemos em parte profetizamos; quando, porém, vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá.”
1 Coríntios 13
“Aprendi com o tempo a esperar, porque quando tive pressa, fiz tudo errado.”
